sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Real idade paralela.





Fecho os olhos e levanto meu queixo
deixo a saliva descer, quente e úmida
Olho ao redor e não vejo nada que leve meu rosto,
nada que leve meu cheiro,
nada que pareça familiar.

Levo ele até minha boca e trago,
sua fumaça parecem borboletas descendo pela garganta,
invadindo meu pulmão,
subindo para minha cabeça,
meus olhos vermelhos, com pupilas dilatadas refletem mais um delito cometido.

Afinal por que eu estava triste?
ela me faz sentir melhor,
ela me faz sentir aliviado,
aproveito esse momento pois ele acabará,

Assim que fujo,
assim que corro,
assim me escondo,

Minha fuga da realidade não é insana,
pois insana me é a realidade,
eu fujo para buscar sanidade,
eu fujo para buscar meu lugar,
eu fujo por que lá construo o que leva meu nome,
leva meu rosto,
leva meu cheiro,
leva o que chamo de família.

Lá é onde sou eu,
lá é onde me orgulho do que é meu,

lá é onde me orgulho do que sou eu.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Reféns do Cotidiano!!!



Me ensinaram que era proibido o meu amar
desaguava em mim e se represava um mar

Sonhava com o dia que seria olhado
como o chão desse mar, molhado

você chegou a mim com seu amor impuro
entrou na minha vida e bagunçou meu mundo

eu te mostrei minha vida profana
você se jogou e hoje dividimos a cama

com a vida corrida, o trabalho enloquecedor, o capitalismo selvagem,
não haveria como ser diferente o nosso amor se tornava miragem

o que antes era nosso refugio
hoje nem te traz mais tanto orgulho

o que era ardente
agora nem é mais quente

o que era dilacerador
hoje é enlouquecedor

esse amor que poderia inundar
você se distancia para respirar

o carinho que iria melhorar o dia
te leva pra longe e isso angustia

o amor excitante
se tornou o cotidiano alienante

o que era o amor gay, paixão ardente, bussola guia
hoje é mais um dia que irá acabar e o amanhã se reinicia

nos apaixonamos e quisemos ir além
e hoje do cotidiano somos reféns.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Eu, aqui...Você, lá!


Eu aqui
Oculto

Você lá
Reluzente

Eu aqui
preso

Você lá
exposto.

Eu aqui
Te observando

Você lá
Se esforçando pra lembrar de mim.

Eu aqui
esperando

Você lá
acontecendo

Eu quero,
te olhar
te lembrar
te sentir
te cheirar
te viver

você até poderia
me levar

Eu aqui
aguardando

Você lá
decidindo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Cuidado


O Cuidado é o cuidar em forma de ato
o carinho de colocar no ninho
o preocupar de tirar o ar.

O cuidado é o se dar por algo
o cuidado é o cuidar sem eu
cuidar sem mim
cuidar do não eu

O cuidado é além de ato
cuidado é o verbo em ação
a prática em conceituação

Quem cuida é cuidado
quem descuida deve ser lembrado.

Cuidar é conciência.
cuidar é o nós
cuidar é o além.

Cuide!
cuide-se!
cuide-lhe!
cuide-nos!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O que é o tempo?


Segundos percorrendo sem parar?
Experiencias vividas em par?
Bons drinks tomados na mesa de um bar?

Sinto-me como um relógio de madeira
que o tempo raspa seus ponteiros fazendo marcas profundas,
únicas,
como se assim fosse única forma existir

Cada segundo é único,
me marca profundo,
até sangrar,
como se cada minuto eu vivesse sem jamais esquecer.

O tempo passa e a gente não mais recorda
mas se aquele ponteiro como navalha
não tivesse nos talhado até alma.

Não seriámos jamais quem somos hoje,
nem jamais preveriamos quem pudessemos ser amanhã.

Não como se isso fosse aletório e único,
mas a verdade é que não há outro caminho.

Percorremos tudo isso como obrigatoreidade,
sem no tempo podermos mandar, alterar ou controlar,
como se só pudemos encolhernos um pouco mais,
e fazer com que a navalha não vá tão profundo.

Mas a verdade que mais dói,
é que a cada segundo,
essa navalha nos fere fundo,
profundo,

e nos marca com mais um segundo.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

É visceral.



É como se estivesse aqui,
palpitando com meu coração.

É como se fosse muito real,
como se tivesse crescido aqui,
como se eu mesmo tivesse regado,
como se eu mesmo tivesse plantado.

É como se fosse mais raiz do que caule,
é como se fosse profundo,
é como se tivesse caído no terreno seco,
e para crescer tivesse que ter ido o mais fundo possível para encontrar água.

É como se fosse tudo o que eu menos queria,
é como se fosse irreal,
é como se eu pudesse negar,
é como se eu pudesse esconder.

Na verdade, não é...
É como se fosse real e é real.
é como se fosse meu e é meu.
é como se fosse natural e é natural.

É como se fosse romance,
é como se fosse amor,
é como se fosse paixão.

É como se fosse o que alguns conhecem,
mas não é como se fosse simples,
não é como se fosse fácil,
e nem é como se fosse comum.

Acho que na verdade é como se já fosse
e não é como se parecesse.

Não é como se fosse meu,
como se meu dissesse sobre o que me pertence.
mas é como se fosse meu,
como se meu fosse somente uma palavra que liga a pessoa a mim,

não me pertence,
não me completa,
não me torna alguém,
mas
é como se comigo estivesse,
é como se ao meu lado me alegrasse,
é como se junto me animasse.

Não é sobre ilusão,
é sobre vivencia,
não é sobre revolução,
é sobre sinceridade e coerência.

é sobre mim,
pois olhando para dentro,
sei que não sou ilha.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Como?


Como expressar o inexpremivel de uma alma
que se emociona com choros quaisquer e musicas
agitadas que ainda assim falam de amor?

Como manter sempre no presente o sentimento que nasceu
em um passado distante, mas que perdura até hoje?

Como não esquecer quem sou e não diminuir o que quero
ser, com medo de me tornar alguem que eu mais odeie?

Como agir diante do medo da mudança mas, lutar para nunca mais
permanecer o mesmo?

Como conciliar o menino cheio de respostas que vive no homem cheio
de perguntas que nasceu a prantos, gemidos e risadas?

Como fazer das risadas o meu norte e dos choros o meu motivo?

Como ser quem sou sem esquecer que o outro é alguem talvez mais
importante, mas nem sempre mais urgente?

Só quero a paz de viver o que vivo e mesmo assim aceitar o novo
de viver o que pode ser melhor,
Quero a possibilidade de avançar quando quiser mas, de recuar quando
necessária sem ouvir as vozer que silenciosamente gritam dentro de mim.

Como olhar para o centro sem jamais esquecer as extremidade que me deram
e sempre me darão base?

Como viver de amor se nos momemntos em que menos quero sou dominado pelo
ódeio e pelo amargo?

Caminho pro amor da luz que acendi
e
ascendo pra luz que queima do amor que tenta imergir dentro de mim.