Andando por ai, sempre se extrai algumas palavras, que talves façam sentido, e talves me mostrem a loucura. Não vivo programado, simplesmente deixo-me viver e ando... Buscando as palavras que em mim nunca deixam de fluir.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Bicha no salto de cabeça erguida!
Bicha, cê já reparou a cara que eles fazem quando te vêem de cabeça erguida?
Parece que não era para ser assim, tentaram te sufocar e te fazer sentir perdida.
Mas a gente pula, colore, brilha, lacra e fica fervida.
Tudo isso sempre com muita garra combativa.
Pq bicha não tem que se esconder, joga brilho e gliter e até aparece na tv.
Não baixe a cabeça, travesti forte e combativa é tudo que eles não esperavam nascer.
Como um pé de maconha, tão sonhado, desejado, mas proibido, lá longe a florescer.
As vezes com graça, as vezes com inteligência e se preciso até na porrada.
Mas a boca deles a gente cala e a cabeça lá encima erguida como o estandarte da porta bandeira e do mestre sala.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Real idade paralela.
deixo a saliva
descer, quente e úmida
Olho ao redor e não
vejo nada que leve meu rosto,
nada que leve meu
cheiro,
nada que pareça
familiar.
Levo ele até minha
boca e trago,
sua fumaça parecem
borboletas descendo pela garganta,
invadindo meu
pulmão,
subindo para minha
cabeça,
meus olhos
vermelhos, com pupilas dilatadas refletem mais um delito cometido.
Afinal por que eu
estava triste?
ela me faz sentir
melhor,
ela me faz sentir
aliviado,
aproveito esse
momento pois ele acabará,
Assim que fujo,
assim que corro,
assim me escondo,
Minha fuga da
realidade não é insana,
pois insana me é a
realidade,
eu fujo para buscar
sanidade,
eu fujo para buscar
meu lugar,
eu fujo por que lá
construo o que leva meu nome,
leva meu rosto,
leva meu cheiro,
leva o que chamo de
família.
Lá é onde sou eu,
lá é onde me
orgulho do que é meu,
lá é onde me
orgulho do que sou eu.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Reféns do Cotidiano!!!
Me ensinaram que era proibido o meu amar
desaguava em mim e se represava um mar
Sonhava com o dia que seria olhado
como o chão desse mar, molhado
você chegou a mim com seu amor impuro
entrou na minha vida e bagunçou meu mundo
eu te mostrei minha vida profana
você se jogou e hoje dividimos a cama
com a vida corrida, o trabalho enloquecedor, o capitalismo selvagem,
não haveria como ser diferente o nosso amor se tornava miragem
o que antes era nosso refugio
hoje nem te traz mais tanto orgulho
o que era ardente
agora nem é mais quente
o que era dilacerador
hoje é enlouquecedor
esse amor que poderia inundar
você se distancia para respirar
o carinho que iria melhorar o dia
te leva pra longe e isso angustia
o amor excitante
se tornou o cotidiano alienante
o que era o amor gay, paixão ardente, bussola guia
hoje é mais um dia que irá acabar e o amanhã se reinicia
nos apaixonamos e quisemos ir além
e hoje do cotidiano somos reféns.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Eu, aqui...Você, lá!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Cuidado
O Cuidado é o cuidar em forma de ato
o carinho de colocar no ninho
o preocupar de tirar o ar.
O cuidado é o se dar por algo
o cuidado é o cuidar sem eu
cuidar sem mim
cuidar do não eu
O cuidado é além de ato
cuidado é o verbo em ação
a prática em conceituação
Quem cuida é cuidado
quem descuida deve ser lembrado.
Cuidar é conciência.
cuidar é o nós
cuidar é o além.
Cuide!
cuide-se!
cuide-lhe!
cuide-nos!
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
O que é o tempo?
Segundos percorrendo
sem parar?
Experiencias vividas
em par?
Bons drinks tomados
na mesa de um bar?
Sinto-me como um
relógio de madeira
que o tempo raspa
seus ponteiros fazendo marcas profundas,
únicas,
como se assim fosse
única forma existir
Cada segundo é
único,
me marca profundo,
até sangrar,
como se cada minuto
eu vivesse sem jamais esquecer.
O tempo passa e a
gente não mais recorda
mas se aquele
ponteiro como navalha
não tivesse nos
talhado até alma.
Não seriámos
jamais quem somos hoje,
nem jamais
preveriamos quem pudessemos ser amanhã.
Não como se isso
fosse aletório e único,
mas a verdade é que
não há outro caminho.
Percorremos tudo
isso como obrigatoreidade,
sem no tempo
podermos mandar, alterar ou controlar,
como se só pudemos
encolhernos um pouco mais,
e fazer com que a
navalha não vá tão profundo.
Mas a verdade que
mais dói,
é que a cada
segundo,
essa navalha nos
fere fundo,
profundo,
e nos marca com mais
um segundo.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
É visceral.

É como se estivesse aqui,
palpitando com meu coração.
É como se fosse muito real,
como se tivesse crescido aqui,
como se eu mesmo tivesse regado,
como se eu mesmo tivesse plantado.
É como se fosse mais raiz do que caule,
é como se fosse profundo,
é como se tivesse caído no terreno seco,
e para crescer tivesse que ter ido o mais fundo possível para encontrar água.
É como se fosse tudo o que eu menos queria,
é como se fosse irreal,
é como se eu pudesse negar,
é como se eu pudesse esconder.
Na verdade, não é...
É como se fosse real e é real.
é como se fosse meu e é meu.
é como se fosse natural e é natural.
É como se fosse romance,
é como se fosse amor,
é como se fosse paixão.
É como se fosse o que alguns conhecem,
mas não é como se fosse simples,
não é como se fosse fácil,
e nem é como se fosse comum.
Acho que na verdade é como se já fosse
e não é como se parecesse.
Não é como se fosse meu,
como se meu dissesse sobre o que me pertence.
mas é como se fosse meu,
como se meu fosse somente uma palavra que liga a pessoa a mim,
não me pertence,
não me completa,
não me torna alguém,
mas
é como se comigo estivesse,
é como se ao meu lado me alegrasse,
é como se junto me animasse.
Não é sobre ilusão,
é sobre vivencia,
não é sobre revolução,
é sobre sinceridade e coerência.
é sobre mim,
pois olhando para dentro,
sei que não sou ilha.
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